(Jun/2016) - Próximos Passos


Próximos passos do nosso Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental, um processo aberto, contínuo, de fortalecimento e articulação integradora de práticas voltadas para o cuidado ambiental local, na promoção de melhor qualidade de vida e bem-estar comunitário: Estamos em um estágio no qual consolidamos um reconhecimento de esforço para participação efetiva, ao continuar a engajar, ouvir e incentivar milhares de atores para a cooperação conjunta de promoção de mudanças. Faz-se cada vez mais urgente cuidar das belezas naturais do nosso Complexo Lagunar, do Parque Estadual da Pedra Branca, do Parque Nacional da Tijuca, inseridos no pouco que resta do bioma mata atlântica. Nossa natureza conservada, além da beleza, proporciona bem-estar e garante as diversas formas de vida da nossa biodiversidade. Vamos intensificar ações no campo da educação ambiental, prestar e fomentar inúmeros serviços ambientais, em especial nas comunidades ribeirinhas dos rios que vertem dos maciços da Pedra Branca e Tijuca. Mas, para resultados satisfatórios, é necessário forte apoio de todos os segmentos comunitários, dos governos e, principalmente, do empresariado, e que se mantenham objetivos comuns de planos, projetos e ações focados numa economia de baixo carbono, mudanças na matriz energética, no uso sustentável da Terra e urgente despoluição dos corpos hídricos. Diante da situação atual, muito mais grave do que há 16 anos, consolidou-se neste encontro um sentimento comum de que o Mepra precisa continuar. Oportunamente, neste momento crítico, busca relançar-se em novas bases, com mais protagonismo e autonomia popular, garantidos também pela autossustentação, e manter-se firme na luta em defesa da vida e das nossas águas.Pautados na atual crise hídrica, como membro do Subcomitê da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá, nossa troca de experiências e debates nos levaram a perceber que nossas lutas continuam sendo basicamente as mesmas, forjando a base para uma política capaz de adequar o bem-estar de todas as formas de vida na nossa única morada, essa fina casquinha do nosso planeta Terra e talvez garantir melhor, mais saudável e convivência feliz das gerações atuais e futuras.Revitalização da Bacia – A revitalização está essencialmente concentrada no esgotamento sanitário, como se o problema dos rios fosse apenas qualidade da água, quando existe o grave obstáculo das ocupaçções irregulares. Não há como revitalizar nossos rios e lagoas sem impedir novas ocupações ribeirinhas, e sem realocar as existentes. São necessários esforços para proteção de nascentes e regeneração das áreas degradadas, melhor gestão dos resíduos nas comunidades e intensivo programa de educação ambiental.Com base nesta avaliação e com estas proposições, consoante a crise hídrica, decidimos que a nossa prioridade para os próximos anos será a defesa da água em quantidade e qualidade em toda a bacia. Para isto, vamos nos dedicar à denúncia da má gestão da água, na pior crise do Rio até agora. Vamos nos esmerar pela revitalização da bacia, com informação e formação e constituição de dedicados à luta pelo saneamento ambiental Conclamamos as organizações e pessoas que se preocupam com a vida dos nossos rios/lagoas a se juntarem a nós nessa empreitada.Somos todos responsáveis, aqui e agora, não há mais tempo para projetos e ações pontuais, faz-se necessário implementar, com urgência, outros paradigmas educacionais, diante dos novos e perigosos contextos ambientais, conclamando todos para que se voltem para uma verdadeira revolução pedagógica em todos os campos do saber, calcada nos preceitos da sustentabilidade.Temos dezenas de parceiros e protocolos de vinculação outorgados a todos os segmentos comunitários, na luta pela revitalização e conservação permanente da nossa bacia hidrográfica. Incorporar no cotidiano o compromisso individual e coletivo voltado para a sustentabilidade socioambiental é um longo caminho, e ainda há muito a percorrer, considerando o aumento da população, desenvolvimento regional, as questões econômicas, políticas, sociais, as transformações do avanço tecnológico. Muita coisa está por acontecer, pois não há mais como seguir educando e pesquisando com os mesmos princípios, esquemas e metodologias com os quais nos encontramos, nos levando para o agravamento das crises já vivenciadas.




(Jul/2016) - Registro Para Reflexão de Memorável Manhã


A formatura de jovens de comunidades, no curso gratuito de especialização em hotelaria, proporcionado pela recém-fundada Escola Carvalho Hosken de Hotelaria, em parceria com o hotel Hilton Barra, a ONG Rio Solidário, o Senac e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), com o objetivo de qualificar e formar mão de obra especializada para suprir a demanda do setor hoteleiro, é um verdadeiro exemplo a ser seguido, contributo de contenção da violência em crescimento e superação das crises vivenciadas.

O conceito de um território sustentável é amplo e diz respeito a uma região acolhedora, criativa e resiliente, com cidadãos que reconhecem e enfrentam seus problemas. É uma empresa que repensa seu tempo, que apoia atividades, culturais, educacionais e ambientais, contribuindo para a mobilidade urbana; que se apropria de seus espaços públicos para reverberar o lazer, a cultura e a sociabilidade; que propaga uma cultura integradora, mesclando o popular e o erudito; que cultiva o encontro, o diálogo e a solidariedade; que valoriza a diversidade e respeita a liberdade de escolha de cada um; que incentiva e apoia as entidades comunitárias locais, cuidando do ambiente, valorizando a participação e a responsabilidade.

Não há paz verdadeira em meio à exclusão, assim como a superação da exclusão é passaporte para um convívio de paz e vida digna. As iniciativas da CARVALHO HOSKEN não devem ser ser somente mais um caminho e, sim, um modelo a ser seguido por todos os segmentos da comunidade local que tenham uma visão de futuro mais promissor (governos, empresas, indústrias, comércio, condomínios, clubes, igrejas, imprensa e comunidades) que querem uma verdadeira cidade maravilhosa.

São coisas na vida de detentores de poder decisório que devem ser replicadas. A Carvalho Hosken valoriza o contato com o meio ambiente, para promover uma vida com mais qualidade. Exemplo deste posicionamento é a Península, que teve seu terreno revitalizado por especialistas ambientais e paisagistas, sendo o único bairro a possuir 3,5 km de manguezal recuperado em seu terreno. Em local próximo à Península, foi inaugurado, em 1996, o Parque de Educação Ambiental Mello Barreto, que possui cerca de 50 mil m²,abrigando espécies da fauna e da flora típica dos manguezais. Vizinho à Península, encontra-se, em fase de preparação, um parque ecológico com 37.500 m².

Ao longo das avenidas da Barra da Tijuca, a Carvalho Hosken é corresponsável por canteiros centrais de vias públicas, onde realiza o paisagismo e a conservação dos jardins. Seus novos bairros planejados são uma evolução desse posicionamento. No Centro Metropolitano, será possível observar irrigação automatizada, com água de retardo e iluminação em led.

Mais adiante, na Salvador Allende, a Ilha Pura, acomodação dos atletas da Rio-2016, já possui certificação Acqua, pré-certificação Leed Bairro, Selo Azul da Caixa Econômica Federal e vai contar com tratamento de águas cinzas, aquecimento solar, telhado verde, dispositivos economizadores para iluminação, carregamento para veículos elétricos e aproveitamento de águas pluviais. Preocupada com o Complexo Lagunar, patrimônio vital que, recuperado, vai proporcionar inumeros benefícios, a Carvalho Hosken apoia o Pacto de Resgate Ambiental/Lagoa Viva, que luta há 16 anos pela revitalização e conservação permanente dos corpos hídricos da região e que se ainda não estão bem é porque ainda vamos conquistar muito mais corações e mentes para realizar esse sonho e pagar essa dívida ecológica, propósito compartilhado por todos. Não há corrida fácil, desistir jamais.

Não quero mais escrever e sim deixar que estas palavras sirvam de estímulo para efetiva participação e contribuam para que os leitores pratiquem ações locais voltadas para o bem comum e bem-estar da população.

Devemos, cada vez mais, educar, capacitar, formar, humanizar, respeitar os direitos individuais, forjando uma caminhada civilizatória mais sustentável.

Nossa sociedade tão carente precisa de muito mais ações como essa.




(Ago/2016) - Lagoa Viva e o I Encontro Pacto de Resgate Ambiental


Desde a fundação do Lagoa Viva e o I Encontro Pacto de Resgate Ambiental, por uma bacia hidrográfica sustentável, em 2000, contabilizamos mais de 200 especialistas que, generosamente, ano após ano, vêm lançando luz à sustentabilidade e às questões voltadas para o cuidado ambiental, alcançando milhares de pessoas. Aliás, posso fazer menção a uma vasta gama de profissionais que dedicam a sua vida ao tema, trazendo a discussão socioambiental à tona e contribuindo para avanços destinados a tornar nossa casa comum um lugar melhor. Completamos 16 anos perseverando, os nomes são muitos e qualquer tentativa de listar alguns deles seria inútil. A gratidão é enorme a todos esses especialistas que forjam nossa história, ainda inacabada, que tanto têm contribuído e solidificado a causa na nossa cidade, no Brasil e no mundo. Reafirmo, faz-se necessário, o compromisso de todos, muito mais articulação, participação, mobilização, reconhecimento, campanhas, projetos, seminários, palestras, para que nossa comunidade, realmente mais informada e crítica, possa se engajar na causa ambiental local e realizar uma pressão efetiva e eficaz a fim de que possamos concretizar nossa prioridade e grande anseio de muitos que aqui habitam: a revitalização e conservação permanente de nossos rios e lagoas. Do ponto de vista local, é fundamental compartilhar responsabilidades com o empresariado, condomínios, hotelaria, indústrias, escolas, comunidades e mídia, como exigência da realidade que vivenciamos e sua gravidade. Não podemos mais esperar que o Estado dê conta sozinho de despoluir nossos rios e lagoas. É objetivo geral do Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental lutar e estimular uma verdadeira revolução pedagógica voltada para os preceitos da sustentabilidade, como vetor estratégico, fundamental para a perenidade de qualquer negócio, da sociedade e da vida no planeta, ter cada cidadão informado, desejo em construção a cada passo, unindo e divulgando os esforços existentes, estimulando novas iniciativas em grupo ou individual no dia a dia. Em tempos de instabilidade política e econômica, poucos vêm realizando um trabalho transformador. E aqui registro também minha admiração. Apesar disso, infelizmente é fato que neste momento desafiador, de forma equivocada, muitos gestores da área de sustentabilidade vêm procedendo à redução de investimentos, ao congelamento de projetos e cortes de profissionais. A proteção da biodiversidade é uma garantia de que nós vamos continuar a ter oferta de água, de alimentos, de clima. Parece que as mudanças climáticas não acontecem, apesar dos pretensiosos avanços socioambientais, nestes tempos de avanços tecnológicos inimagináveis e mudanças da matriz energética, envolvendo produção e consumo. A preocupação com a preservação ambiental e inclusão social, como componentes complementares ao crescimento econômico, estão menos na prática e mais nos discursos e relatórios.

Não percebo que nossos governantes, empresas, entidades representativas e outros segmentos comunitários estejam realmente investindo em sustentabilidade de forma consistente. Temos que priorizar, com urgência, coragem e seriedade, decisões mais sustentáveis na vida de cada um, mudando o rumo da história da humanidade, passaporte de vida digna e saudável para as gerações futuras. No entanto, a reflexão que busco trazer, de alguma forma, lança um questionamento de muita indignação, pois há muito por fazer, temos que conquistar muito mais corações e mentes.

Vem aí nosso próximo seminário, inserido no Barraweek 2016, em parceria com o jornal O Globo, em outubro.




(Set/2016) - Nossas Lagoas e Rios Limpos, Sonhar Não Custa Nada!


O limite da acomodação chegou ao fim, os recursos para a sobrevivência de muitos estão se esgotando rapidamente. Também estamos reféns de mudanças climáticas irreversíveis e de uma crise socioambiental sem precedentes na história, que extingue seres vivos e ameaça a própria existência humana. Além de extrapolarmos os limites de profanação ao ambiente comum em que convivemos, é vergonhoso compactuarmos e continuarmos omissos, como meros espectadores da crise ecológica que pouco a pouco vem se agravando, sem perceber o estado de emergência da nossa existência, tão curta, nesta casa comum, fina casquinha do nosso planeta Terra, com seus bilhões de anos, ecossistema em processo de transformação, ainda com elementos fundamentais às nossas e outras vidas. Uma inquietação vem tomando conta dos que atentam para maior cuidado ao ambiente comum dos humanos, onde uma grande maioria, mesmo consciente, não tem a percepção do destino que está construindo para as próximas gerações. Vamos acordar, conhecer os problemas e reverter esta triste e ameaçadora realidade. Cada um precisa fazer urgente a sua parte, sobretudo os que atuam economicamente na nossa região da AP4 (São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Vargens). Participação cidadã, já! Faz-se necessário o aporte de volumosos recursos públicos e privados, em campanhas, projetos, além de um processo de mobilização participativa comunitária intensa, em ações concretas, tendo em vista um desenvolvimento justo e sustentável. Mudanças de paradigma são fundamentais para dar conta dos problemas ambientais enfrentados nos dias atuais, como o grave problema das mudanças climáticas. Nós, humanos, precisamos rever urgentemente valores, hábitos, mudar condutas, avaliar, propor e agir. Para bem fazê-lo, é necessário entender que estamos no mesmo barco, que a vida está em desequilíbrio, o que requer atenção, prevenção e prioridade no cuidado a respeito das questões ambientais que nos cercam, suas causas, conhecimento, compreensão, precaução, mitigação e adaptação aos novos tempos nada promissores que enfrentaremos. Necessitamos, todos, humildemente, compactuar uma visão que se fundamente na simplicidade, respeitando as conexões das diversas formas de vida, onde cada um compartilhe da responsabilidade de valorar e se orgulhar de dispor de sua energia. Tudo isso para concretizar ações por cidadania, igualdade, pelo bem-estar de sua comunidade e preservação dos seres vivos, do qual apenas fazemos parte. Sonhar com uma região sustentável, lagoas e rios limpos é intervir nas dezenas de comunidades ribeirinhas nos rios que vertem dos maciços da Tijuca e Pedra Branca, estabelecer uma gestão participativa, integrada, compartilhada por moradores, empresas, indústrias, governo e a mídia, formando uma rede solidária no enfrentamento e redução das injustiças sociais, da pobreza e dos problemas ambientais que nos atingem. Uma revolução pedagógica, com elaboração de novas diretrizes sociais e ambientais, priorizando o conhecimento ambiental, interagindo com a natureza, como foco de ações de aprendizagem transformadora, com campanhas conservacionistas, pagamentos por serviços ambientais, acompanhada da fiscalização sobre as formas de interferência humana no ambiente é um caminho aberto a todos aqueles que aqui vivem e amam esta configuração geográfica de beleza incomum, para que possamos promover o ecodesenvolvimento de forma permanente. O desejo de mais diálogo, ética, generosidade, participação, confiança, solidariedade e a transparência é a base para construir um lugar bom de convívio e contribuir por um mundo melhor. Os objetivos compartilhados voltados para o cuidado das questões ambientais locais devem prevalecer sobre os fins particulares. Procure conhecer os problemas que assolam a nossa região e como eles podem ser resolvidos, o que irá inspirá-lo a começar com os trabalhos e a incentivar outras pessoas a fazer o mesmo. Junte-se aos que fazem, a sua energia é muito preciosa nesta missão. As leis existem, e nelas estão devidamente traçados os mecanismos voltados para um ambiente equilibrado, que possibilite melhor qualidade de vida. Seja um voluntário das causas ambientais locais ou de outras organizações que realizam trabalhos semelhantes. Se você possui recursos, vitalidade, tempo ou qualificações necessárias, faça sua contribuição a uma organização em que você comprove suas ações. Denuncie os atos lesivos ao nosso patrimônio ambiental, contate seus familiares, vizinhos, amigos ou autoridades locais e incite-os a proteger, conservar os recursos naturais na sua área ou a tomar uma postura firme em relação às políticas públicas relacionadas à conservação. Faça sua parte cotidianamente, não desperdiçando água, energia e alimentos, bem como reutilizando, reciclando, utilizando e consumindo produtos ecologicamente corretos. Além do agradecimento com os que já cooperam com o Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental, que luta prioritariamente pela revitalização e conservação permanente de nossos rios e lagoas, continuamos determinados na difusão de conhecimentos e engajar novos atores nesta CAUSA VITAL. Diga não à poluição, nossa lagoa não é valão, 100% saneamento, dragagem, transporte hidroviário, ecoturismo, gestão em parceria pública/privada dos nossos bosques e PEPB E PNT, JÁ! S.O.S., PREFEITO, GOVERNADOR, BNDES!




(Out/2016) - Convite – Pacto de Resgate Ambiental


"Por uma bacia hidrográfica sustentável"

Apresentação – Acontecerá, dia 27 de outubro, no Marina Barra Clube, na Barra, o XVIII Encontro Pacto de Resgate Ambiental, importante e concorrido seminário inserido na programação do Barraweek 2016, promoção do jornal O Globo. O evento sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável reunirá lideranças locais, representantes governamentais e empresariais. O foco prioritário será encaminhamento de documento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente(SMAC), assinado por mais de 20 instituições representativas locais, reivindicando urgência de recursos para elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica da AP-4 (São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Recreio e Vargens), para estudos, projetos de engenharia e assistência técnica envolvendo o plano, e para urgente concretização das intervenções de dragagem, saneamento, 100%, revitalização dos mananciais e rios que vertem dos maciços da Tijuca e Pedra Branca. Também tem como objetivo reduzir a burocracia, facilitar o processo de obtenção de recursos, solicitando a desburocratização e transparência para acompanhamento da execução das intervenções urgentes e necessárias.

Desde 2000, o objetivo dos nossos seminários, com a contribuição voluntária de mais de 150 palestrantes de notável saber, além da difusão de conhecimentos voltados para os preceitos sustentáveis, é sempre visar buscar soluções para os problemas ambientais locais, com debates objetivos, propositivos e concretos. Para tanto, envolve o maior número de instituições e segmentos da sociedade local, trazendo à luz experiências bem-sucedidas que permitam a sua aplicação e solução dos nossos problemas. O esforço de deixar nossas lagoas e rios limpos e a Baixada de Jacarepaguá saneada deve continuar. Afinal, o saneamento básico, além de valorização social/patrimonial/turística, é o passaporte para uma boa saúde pública e melhor qualidade de vida.

Conclamamos o engajamento participativo e união de todos os segmentos da comunidade local; não podemos esmorecer. É preciso que se mantenha a mobilização e o empenho de todos. Dentre as entidades que subscrevem o documento estão Acibarra, Subcomitê de Jacarepaguá, Acija, Acir, Acibarrinha, Barralerta, ABIH-RJ, Amar, Amor, ABM, Assape, Amo-Rio2, CCBT, CCJ, OAB-Barra, Amore, CCRecreio e Vargens, Amagigoia, Apelabata, entre outras.

Programação

13h40: Credenciamento entrega de material;

14h: Donato Velloso, fundador, coordenador do Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental;

14h10: Daniel Mendonça (FGV) – Pegada ecológica na promoção da saúde;

14h30: Marilene Ramos, diretora de Infraestrutura, Sustentabilidade, Saneamento (BNDES) – Saneamento básico, além de valorização social/patrimonial/turística é o passaporte para uma boa saúde pública;

15h: DEBATE: a união dos segmentos comunitários em prol da revitalização e conservação das lagoas e rios na AP4 (São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Recreio e Vargens). Moderador: Ney Suassuna, pres. da Acibarra. Participação: Antonio da Hora, subsecretário Estadual do Ambiente (SEA); Delair Dumbrosck, presidente da CCBT; Edson Parente, presidente da Acija; Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ; Ayrton Xerez, assessor da diretoria da Carvalho Hosken; dr. Gustavo Gorayeb, coordenador do Subcomitê de Jacarepaguá;

16h20: intervalo para café;

16h30: projetos, caminhos e desafios, perseverando na busca de nossas lagoas e rios limpos. Verônica Castro, coordenadora de Recursos Hídricos da Sec. Mun. de Meio Ambiente (SMAC); Prof. Felipe Brasil, coordenador de Meio Ambiente do CREA-RJ; Marina Gross, presidente do CEBDS;

18h: Confraternização.

Faça sua inscrição grátis: lagoaviva@ig.com.br

Tels: Acibarra 3325-3062, 249357896, 970028880.




(Nov/2016) - Sustentável 2016


Este foi o tema deste ano, promovido pelo CEBDS, no Museu do Amanhã, onde, mais uma vez, tive a oportunidade de participar, junto a mais de 300 convidados, representantes da academia, diversas empresas e instituições. Encontros, relações, dinâmicas, debates, valiosas e novas informações de excelente conteúdo, todas de enorme relevância, onde destaco a disponibilidade das energias de excelentes palestrantes, educadores que se alimentam desta generosa e estratégica prática.

Hoje, a sustentabilidade já está integrada aos negócios nas grandes empresas instaladas no Brasil e no mundo. No entanto, é preciso ir além e expandir o desenvolvimento sustentável de forma irreversível a todo o setor empresarial e a todos os segmentos da sociedade civil.

Foram apresentados quatro painéis, promovendo discussões de temas relacionados à sustentabilidade, a partir da troca de experiências e estímulo às iniciativas de ações conjuntas. Também foram compartilhadas vivências e reflexões para as novas complexidades, que pouco a pouco vão se incorporando e entrando definitivamente na pauta dos bancos patrocinadores, território do capital.

Podemos também colocar o alto custo ambiental decorrente das operações financeiras que alavancam a febre perniciosa da produção e consumo.

Mas não podemos negar que a concentração do capital está em poucas mãos e mentes não necessariamente comprometidas com o fortalecimento da luta ambiental, muito menos com justiça social.

Por onde caminhar hoje, se o nosso modo de ser, fazer e ter são insustentáveis? Como nos aproximarmos de verdadeiros indicadores de sustentabilidade que considerem, além dos aspectos sociais, ambientais e econômicos, a questão ética e cultural da felicidade e da diversidade? Para tanto, se torna necessário definir modelos que mensurem, monitorem e avaliem esses padrões de sustentabilidade, mesmo com seus projetos diferenciados, onde os desejos de hoje sempre diferem daqueles de amanhã.

A questão sócio/ambiental perpassando por todos os campos do saber, me faz crer ser a melhor estratégia capaz de considerar o bem-estar dos seres vivos e tentar minimizar o efeito negativo das práticas humanas atuais.

Será possível uma ruptura com o modelo excessivo de produção e consumo exaberbado e perdulário que vivenciamos nestas últimas décadas?

Será que estamos priorizando agir rapidamente, possibilitando oportunidades de capacitação, mobilização e adaptação, a tempo de prevenir as crises climáticas, quase ao mesmo tempo em que elas ocorrerem?

É difícil imaginar todas estas coisas realmente acontecendo durante a nossa vida e a vida de nossos filhos e netos.

Será que as redes financeiras/empresariais estão preocupadas com isso? Quanto tempo mais pensam que poderão fingir e não ouvir o rugir da Terra?

Com mais recursos financeiros, vontade política nos governos e empresas, somados às energias dos indivíduos engajados voluntariamente na causa ecológica, poderemos, unidos, acelerar o passo na construção de comunidades mais preparadas.

Saudações sustentáveis!




(Dez/2016) - Capital X Ecologia


Há tempos, já alertavam que o capitalismo, pouco a pouco, acirraria conflitos com as causas ambientais, antecipando uma relação perversa, que se agrava recorrentemente entre o capitalismo e a natureza.

A luta ambiental vem criando dificuldades para o modelo capitalista, já em crise, que vem cedendo e se adaptando aos preceitos sustentáveis, porque o impasse ecológico vem se tornando indiscutível.

Há urgência por estabelecer novos modelos de gestão, não medir esforços para enfrentar os grandes desafios da humanidade: alimentar uma população crescente; reduzir emissões, para evitar mudanças climáticas drásticas, poluição do ar e emergência de novas doenças; satisfação das necessidades básicas de saneamento, saúde e educação das populações mais vulneráveis.

As grandes corporações, hoje mais poderosas do que nunca, detêm o poder de mudar modos de vida e enfrentar o desafio de trilhar o caminho da sustentabilidade. Para subsistir e se adaptar às mudanças climáticas, começaram, timidamente, a investir em gestão voltada para o cuidado ambiental local, ao protagonizar, estimular e financiar projetos conservacionistas.

Os ativos da natureza de forma gratuita já ultrapassam limites das necessidades humanas. O sistema captura os recursos naturais, gerando produtos e consumo, numa escala predatória e perdulária. Os elementos essenciais para os seres vivos (água, combustíveis fósseis, florestas, ar não poluído etc.) estão desaparecendo, enquanto a manutenção ou limpeza do meio ambiente se tornam mais e mais caros.

O custo da poluição das águas e do ar para o sistema de saúde não para de crescer. As catástrofes naturais estão cada vez mais numerosas e devastadoras, causando prejuízos incalculáveis nos grandes centros urbanos. A continuar neste modelo, a nossa cultura capitalista não vai durar muito mais tempo, precisamente porque tem uma necessidade imperativa de lucro imediato, usufruindo gratuitamente da natureza.

O capital necessário para repor os ativos da natureza nos leva à certeza que poucos terão acesso a determinados produtos, pois essa reprodução da natureza levará a uma alta geral dos preços. Como consequência, as mercadorias e as infraestruturas se tornarão mas acessíveis aos endinheirados e inacessíveis à população menos favorecida. O poder de compra dos mais pobres será comprimido e as desigualdades aumentarão devido ao agravamento da crise ambiental.

Ao levar em conta os custos ecológicos, os investidores terão, a partir de agora, de incluir, em suas estratégias de investimentos, a opinião pública, as empresas que levam a sério o respeito ao ambiente, os efeitos das mudanças climáticas, emissão de gases de efeito estufa, danos à biodiversidade, consumo de água etc...

No entanto, é preciso ir além e expandir o desenvolvimento sustentável de forma irreversível a todo o setor empresarial e a todos os segmentos da sociedade civil.

Afinal, precificar os ativos da natureza, as emissões, consumir com responsabilidade e buscar um convívio mais simples num ambiente saudável é bom para todos.

Saudações ecossustentáveis.




(Jan-Fev/2017) - O Pacto de Resgate Ambiental Lagoa Viva


O PACTO DE RESGATE AMBIENTAL LAGOA VIVA completa 17 anos dedicando e priorizando, em especial, esforços voltados para a revitalização e conservação dos rios e lagoas da Bacia Hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá. Continuaremos perseverando nessa luta, pois acreditamos no poder da união dos segmentos sociais, cada um à sua maneira, em prol desse objetivo. Nos preocupamos com a degradação do meio ambiente local e com a responsabilidade ambiental, juntamente com um crescimento sustentável, a partir do entendimento da humanidade como uma teia de relações, ou seja, a partir da mudança de percepções, visto que pensar de maneira ecológica faz mais sentido. E quando olhamos para o amanhã vemos que esse permanece como um grande desafio, para que tenhamos nossos rios e lagoas definitivamente despoluídos e conservados. Para tanto, vamos continuar mobilizando e engajando mais atores na CAUSA AMBIENTAL LOCAL e faremos o que estiver ao nosso alcance.

Nesta jornada, contamos seguir juntos na busca da realização de um sonho possível, compartilhado e desejado por todos nós. Que encontremos inspirações todos os dias e possamos continuar a promover mudanças positivas ao nosso redor. Faz-se urgente intensificar práticas voltadas para a sustentabilidade. Nós somos capazes, outros conseguiram. Desejo superação da crise, longevitalidade, alegria, boas ações e paz de espírito para todos nós em 2017

IV EDIÇÃO DO PRÊMIO LAGOA VIVA/PACTO DE RESGATE AMBIENTAL

Dia: 10 de fevereiro de 2017, das 19h as 23h. Local: Centro de Convenções do BarraShopping (Centro Médico).

O troféu – O troféu representa o merecimento a 14 mentes iluminadas que voluntariamente disponibilizam suas energias e conhecimentos, forjando os caminhos voltados para práticas sustentáveis.

Expositores em recicláveis, ambientação em flores de pet pela artista plástica Cristina Silva, caricaturista Débora Trindade, DJ Português, e coquetel por Eder Meneghine.

Para conhecimento dos homenageados e padrinho para entrega. Projeto Golf Olímpico, pela recuperação de área degradada. Carlos Favoreto/ Neri de Paula/ Revista Barra Legal, botânico dr. Marcus Nadruz/ Sergio Vianna Besserman, presidente do Jardim Botânico, Projeto Marinha, diretor de Portos e Costas vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho/ José Antonio de Souza Batista, Andre Trigueiro/ Lucia Chayb da Revista ECO21, Eder Meneguine/ Superintendente da Barra, Thiago Barcellos, dr. Francisco Carrera (Ambientalista), /Paulo Pizão, dra. Christiane Bernardo, pres. da Comissão de Direito Ambiental da OAB / dr. Claudio Carneiro, presidente da OAB-Barra, secretário estadual do Ambiente, Andre Corrêa/Eng. Mauro Magalhães, Eldis Camargo Santos, da ANA (Agência Nacional de Água), prof. Daniel Mendonça FGV/ Edison Parente Presidente da Acija, procurador federal Luiz Fernando Cabral Barreto JR /Henrique Cortez do Portal Ecodebate, dr. Wanderley Nunes / Regina Lima, da Revista Cidadania e Meio Ambiente, presidente do Centro Brasileiro de Desenvolvimento Sustentàvel (Cebds), Marina Grossi/Alfredo Lopes, presidente da Acir Transoeste, Joper Padrão do Espirito Santo/ Ney Suassuna, presidente da Acibarra.




(Mai/2016) - Dia Mundial do Meio Ambiente 2016


PACTO DE RESGATE AMBIENTAL – Dia Mundial do Meio Ambiente 2016 – Em busca da sustentabilidade local – Dias 8, 9, 11 e 12 de junho de 2016 – Produção Mepra/Lagoa Viva

O Mepra/Lagoa Viva é membro do Conselho Gestor do Parque Estadual da Pedra Branca e representante eleito do Comitê Baía de Guanabara e Sistemas Lagunares Maricá Jacarepaguá – RJ.

Sua principal iniciativa local, o Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental, que, prioritariamente, luta pela revitalização e conservação permanente da bacia hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá, conta com a sua participação. PREÂMBULO: com o engajamento e contribuição valiosa de inúmeros parceiros, nos consolidamos num papel fundamental, já reconhecido como referencial legítimo. Tudo isso na busca de alternativas socioambientais e tecnológicas que conduzam a esse caminho forjado, através da concretização de mais de 300 ações e projetos relevantes e estratégicos, ao disseminar conhecimentos voltados para a sustentabilidade local. Para isso, contamos com alguns indicadores, experiências, metas e resultados ao longo dos últimos 16 anos, mobilizando, motivando e envolvendo milhares de atores para práticas ambientais ecologicamente adequadas aos novos tempos. Contudo, se evoluímos modestamente nos resultados para reverter o processo de degradação ambiental local, devemos comemorar o rompimento de resistências, mais entendimentos, mobilização, participação e a aceitação cada vez maior da comunidade em relação aos temas voltados para o cuidado ambiental local, em especial o avanço dos preceitos da sustentabilidade. OBJETIVO: combinar a estratégia de nossa atuação voltada para o cuidado ambiental local, das empresas com políticas públicas, traz valor, fortalece as iniciativas e contribui para uma maior abrangência, concretude e resultados desejados. Não estar ligado a isso é desconsiderar quem tem escala e poder de mudança. JUSTIFICATIVA DOS EVENTOS: estaremos unidos produzindo a 16ª edição, marcando, mais uma vez, a Semana Mundial do Meio Ambiente, para dar prosseguimento à nossa agenda anual de eventos permanentes desde 2000. Esta relevante data é a oportunidade para o Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental definir, articular e avançar em procedimentos que nos permitam continuar determinados no engajamento participativo dos segmentos da comunidade, concretizar ações em prol da sustentabilidade ambiental local. Temos a firme convicção que as questões ambientais abordadas; coleta seletiva, descarte de óleo vegetal de fritura, saúde humana, saneamento, poluição, recursos hídricos, mudanças climáticas são importantes e urgentes. É dever de todos nós denunciar os erros e vícios dos sistemas vigentes, cobrar políticas públicas preventivas e de adaptação no enfrentamento das inevitáveis mudanças climáticas. É responsabilidade comum da comunidade compreender e proceder à mudança de atitudes e hábitos que nos conduzam a uma relação mais respeitosa com a natureza. É absolutamente possível um futuro melhor, mas depende de nós aqui e agora, temos de nos manter unidos, governo, empresariado e comunidade, em parceria e solidariedade, para construir melhor local de convivência possível. Os debates temáticos da Semana do Meio Ambiente 2016 terão a participação de autoridades, empresários e especialistas em diferentes enfoques: o acadêmico, o governamental, o empresarial e o da sociedade civil organizada (ONGs e lideranças comunitárias), consolidando-se como um evento de ampla participação decisiva e proativa. ONDE E QUANDO: Ciclo de palestras – Oito palestrantes abordando temas ambientais de interesse local: 8 de junho (quarta), das 19h às 22h, no Marina Barra Clube, Estrada da Barra da Tijuca 777, Barra da Tijuca (estacionamento livre); 9 de junho, das 19h às 22h, no Salão Social da Igreja São Francisco de Paula, na Praça Evaldo Lodd s/n, Barra da Tijuca; Dia 11 de junho, das 9h às 12h na Ilha da Gigoia; Campanha Mosquito Zero e fortalecimento do Projeto Zeróleo na Ilha da Gigoia (coleta de óleo de fritura) – 12 de junho, passeio de barco (Ecolounge, na Lagoa de Marapendi, para observação de ecossistema de manguezal, observação da flora e fauna, acompanhado por biólogos).

Expositores de material reciclável – Entidades parceiras envolvidas: SEA, Inea, Cedae, Subcomitê Barra/Jacarepaguá, Acibarra, OAB-Barra, AIB, Amar, Barralerta, CCJ, CCBT, Amavag, Apelabata, Terrazul; Apoio de mídia: Tipo Carioca, Globo Barra, AIB, Revista Barra Legal, ECO21, Cidadania e Meio Ambiente, Astral, Utilitá, Revista Informe, jornais Caminho das Vargens, Cidade da Barra, Folha do Bosque e das Rosas, entre outros. A programação (convites, palestrantes e temas) definitiva estará disponível a partir do dia 15/05/2016 no nosso site e Facebook. Donato Velloso e Equipe de Produção. JUNTE-SE A NÓS! Inscrições limitadas e gratuitas: E-mail lagoaviva@ig.com.br-tels.: (21) 2493-5796 – (21) 98728-0430 – www.pactoderesgateambiental.org




(Abr/2016) - Não há outro tempo possível para agir!


O Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental (Lagoa Viva), perseverando ao longo dos últimos 16 anos como protagonista, focado nas questões ambientais locais, consolida-se definitivamente como a melhor referência de defesa e cuidado ambiental no nosso território.

Desde o início, no I Encontro, em 2000, vem engajando novos atores na causa ambiental, priorizando a luta pelo saneamento, utilizando as redes sociais, realizando seminários, projetos, trabalhos de informação, publicações, capacitação, oficinas, campanhas, palestras, pesquisas, parcerias com universidades, empresas e os governos. Além disso, vem fazendo monitoramento, denúncias, promoção da educação ambiental, ações práticas de campo, com limpeza e recuperação de faixas marginais das lagoas e rios, ampliando a consciência para as soluções das questões ambientais locais. Fazemos a nossa parte, na certeza de que nossas ações, priorizando a difusão de conhecimentos, estão ajudando para que nossa comunidade se sinta motivada e fundamentada por informações, discernindo e escolhendo caminhos mais sustentáveis. Dentro desse contexto, defendemos o IR ecológico, o PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), ao desenvolver vários projetos: “Limpando a sua Barra”, “Conhecer para Conservar”, “Zeróleo”, “Zeropilha”. Contribuímos como agente indutor de mudanças, sempre alertando que o mais importante é o compromisso individual e coletivo, conclamando à promoção de uma revolução pedagógica voltada para os preceitos da sustentabilidade em todos os níveis de ensino, no dia a dia das empresas, igrejas, clubes, instituições, condomínios e comunidades locais. Comprovações científicas, nem todas disponibilizadas, refletem a intensidade dos problemas ambientais que enfrentaremos daqui por diante. Poucos são os governos, empresas e indivíduos com entendimento e prioridade suficientes para se dedicarem a práticas de recuperação e proteção ambiental, que exigem recursos vultosos, ações extremas com intenso envolvimento participativo dos tomadores de decisões, dos detentores do capital e das comunidades locais. O agravamento do conjunto de desastres ambientais, por conta de diversos fatores, dentre eles o das mudanças climáticas, torna-se razão suficiente para fazermos deste século “O século do cuidado das formas de vida”. Será que há tempo? É preciso agir urgentemente, porque este sistema de vida de consumo exacerbado e perdulário que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossas entranhas e está nos deixando sem mundo. A injustiça aumenta onde uma minoria da humanidade comete as agressões contra a natureza, e é a grande parte da biodiversidade e da maioria da população humana, que, inexoravelmente, pagará as consequências da falta dos recursos naturais não renováveis, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima, antevendo um cenário onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e a liberdade não serão mais direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que poderão pagar por eles. Se for verdade que temos o poder de interferir no ambiente, também é certo que, ao destruirmos as condições para as nossas e diversas formas de vida no planeta, estamos caminhando para um ponto sem retorno e não teremos uma casa onde conviver. A crise atual é mais uma chance de chamar à responsabilidade os tomadores de decisão, pressionar e influenciar para que as autoridades governamentais e líderes em todos os campos do saber se comprometam com uma economia de baixo carbono e com o sentido de urgência para mudança da matriz energética, eólica, solar, executar políticas públicas de precaução, mitigação e adaptação aos novos tempos nada promissores que enfrentaremos, de jogar luz sobre os bons exemplos, para que se tornem os guias dessa nova fase da história da humanidade. Não há por que esmorecer, o nosso tempo é agora, nessa curta vida é que devemos resgatar o legado de passado irrefletido, priorizar e dedicar o nosso precioso e finito tempo que passamos em nossa divina existência, tempo impagável, que nunca volta, não só por amor à causa ambiental, mas por questão da nossa e futura sobrevivência. Preste atenção às coisas que são relevantes para o seu amanhã, dos seus e de todos que ainda vivem nesta fina casquinha deste pequeno e vulnerável habitat, nosso planeta Terra.

Você pode e deve se juntar a esta causa, faça a sua parte, começando por cuidar do ambiente de seu corpo, moradia, cidade, condomínio, rua, rio, lagoa, sua floresta, sem medo de ser feliz. Doe um pouco do seu valioso tempo, não só por sua vida, sua família, mas, talvez, para possibilitar o fenômeno de outras vidas, direcionando caminhos para qual mundo queremos estar nos próximos anos. Desejamos um futuro mais feliz para todos, que as aspirações de cada um de nós incorporem os princípios da solidariedade, da sustentabilidade e da justiça social, e que tenhamos a coragem e determinação suficiente para mudarmos o nosso modo de vida e o mundo. Conclamamos todos a tomar ações preventivas e concretas urgentes. Não desejamos o século da morte. Não há outro tempo possível para agir!




(Mar/2016) - Mananciais, rios e lagoas, projetos de revitalização e proteção, já!


O Mepra/Lagoa Viva, em parceria com a CCBT, Acibarra, Amar e OAB-Barra, vai realizar, dia 24 de março, na sede da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, a XVI Edição marcando o Dia Mundial da Água, cujo tema será “Água/Saneamento e Suas Relações”. O encontro reunirá especialistas de empresas, academias e poder público para debaterem as possíveis intervenções mitigatórias para o enfrentamento das questões hídricas locais.

Perseverando na missão da revitalização dos nossos rios e lagoas, vamos fortalecer o engajamento comunitário, acadêmico e união empresarial nas soluções.

O seminário promoverá conhecimentos, discussões e reflexões, objetivando novas estratégias para avançarmos no saneamento e superar outro desafio, o de conscientizar as pessoas: como ensinar para quem não quer aprender? É um problema sério, pois muita gente não acha que os problemas vão ocorrer até que eles aconteçam. Várias pessoas/empresas são afetadas simplesmente por não terem sido precavidas.

Faz-se urgente focar esforços neste sentido, batemos nessa tecla há anos, no subcomitê de Jacarepaguá, cobrando do poder público, escrevendo artigos, promovendo publicações, palestras, seminários e envolvendo cada vez mais atores para que se voltem para esse cuidado.

É nesse contexto que o Pacto de Resgate Ambiental, união dos segmentos da comunidade local, vem trabalhando na proposta de revitalização e conservação permanente dos corpos hídricos da bacia hidrográfica de Jacarepaguá. E também na elaboração do plano da bacia, pagamento por serviços ambientais, formulação de estudos e ações que visem o reassentamento das ocupações ribeirinhas irregulares e de risco, a minimização de impactos sobre os mananciais dos rios que vertem dos maciços da Tijuca e Pedra Branca, para que possam contribuir para nosso abastecimento, minimizando a crise que se agrava.

O Lagoa Viva/Pacto de Resgate Ambiental completou, neste mês de fevereiro, 16 anos.

Agora, com nova constituição jurídica, comemora a conquista de ser a mais antiga e atuante instituição voltada para o cuidado ambiental local, em especial focada na revitalização e conservação permanente da bacia hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá.

Ao iniciar e coordenar o processo vitorioso de formação do Subcomitê da Bacia Hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá, promove mais de 50 seminários, sempre grato pelos valiosos ensinamentos de dezenas de expositores, de centenas de notáveis palestrantes, vários projetos, publicações, palestras, mobilizações, campanhas, cobranças, notícias usando as redes sociais, tudo voltado para o cuidado ambiental local, alcançando milhares de cidadãos

A programação em fase de elaboração contará com a contribuição de membros da Comissão de Direito Ambiental da OAB-Barra e do Subcomitê da Bacia Hidrográfica da Barra da Tijuca/Jacarepaguá. Inscrições gratuitas: lagoaviva @ig.com.br

Donato Velloso é Diretor de Ecodesenvolvimento da Acibarra e Fundador/Coordenador do Pacto de Resgate Ambiental/Lagoa Viva.




(Jan-Fev/2016) - Atuação


Os encontros, seminários, palestras, exposições e projetos promovidos pelo Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental/Lagoa Viva se consolidaram como referencial legítimo de momentos inspiradores, de ensino e estímulos voltados para a cultura da sustentabilidade local. Seremos sempre gratos aos voluntários, participantes, parceiros, apoiadores e patrocinadores. Uma história de 16 anos, centenas de momentos, milhares de participantes, reunindo representantes dos diversos segmentos, proporcionando valiosas informações, novas relações, dinâmicas, debates, desdobramentos, excelente conteúdo com enorme valor e relevância, onde destaco notáveis expositores, mediadores e excelentes palestrantes, que, semeando uma cultura voltada para a sustentabilidade, se alimentam desta generosa e estratégica prática de engajar cada vez mais atores na Causa ambiental. Ao compartilhar experiências, possibilitamos reflexões para as novas complexidades que, pouco a pouco, vão se incorporando e entrando definitivamente na pauta do mercado e do capital, detentores do poder de impor suas leis, de traçar nossos destinos e que têm a força de orientar opções políticas para práticas integradoras de mudanças de paradigmas, que não só incorporem a mera supremacia empresarial/produtiva/comercial/econômica, e assim passar a inserir nas suas práticas e considerar nos seus relatórios, ativos da natureza, valores intelectuais, o bem-estar corporativo e coletivo, qualidade de vida, justiça social e paz. Só assim podem contribuir e ter uma real dimensão das práticas voltadas para a sustentabilidade e avançar num processo educativo contínuo e permanente que deve permear, antes de tudo, a vida das novas gerações que estão num processo de formação, numa construção de comunidades locais sustentáveis. Não podemos negar que a concentração do capital está em poucas mãos e mentes, não necessariamente comprometidas com ações sustentáveis, muito menos com a justiça social. Por onde caminhar hoje se o nosso modo de ser, fazer e ter são insustentáveis? Como aproximarmos de verdadeiros indicadores de sustentabilidade que considerem, além dos aspectos sociais, ambientais e econômicos, a questão ética, da cultura, da felicidade, da diversidade, da justiça social, da paz? Para tanto, tornam-se necessárias mudanças radicais, uma verdadeira revolução, definir modelos que materializem, mensurem, monitorem e avaliem padrões de sustentabilidade. O sentido de urgência em agir dos governos e das grandes corporações, incorporando serviços ecossistêmicos e atribuindo valor a biodiversidade, pagamentos por serviços ambientais, relevando a questão sócio/cultural/ambiental, me faz crer ser boa estratégia para minimizar o efeito negativo das práticas humanas atuais, num processo de degradação sem precedente na nossa história. Tudo isso indiferente às espécies em extinção, à sustentação da nossa sobrevivência em especial dos menos favorecidos num futuro próximo. Será possível uma ruptura com o modelo excessivo de produção e consumo que vivenciamos nestas últimas décadas, onde o sistema dominante amortece a tímida pressão dos poucos que buscam o bem-estar do próximo, a solidariedade, a simplicidade, o cuidado ambiental, que evitam a cultura do consumismo perdulário e do desperdício, mas ainda insuficientes para paralisar a reação da nossa casa comum, já presente no luto democrático dos horrores das catástrofes ambientais recorrentes e anunciadas que começamos a pagar por conta das mudanças climáticas. Quanto tempo mais pensam que o desenvolvimento capitalista, sob a tutela de uma minoria, poderá fingir e não ouvir o rugir da Terra, tão violentada, nossa casa comum, única morada? Será que as redes financeiras/empresariais estão preocupadas com isto? Mas agora, ou reavaliamos nossos hábitos, resgatando/respeitando a natureza ou muito em breve perecerão, estamos experimentando o poder destrutivo das catástrofes ambientais, já exterminando milhares de seres vivos. Não são nada fáceis mudanças de paradigma, historicamente essas violências que dizimam povos, disputas pelo poder, confrontos, competição em detrimento da cooperação, a exclusão, guerras, conflitos, crises, são matrizes forjadas desde os primórdios da humanidade. Temos todos que pressionar os lideres empresariais, os formuladores de políticas públicas, para dar um basta nas práticas poluidoras responsáveis pela emissão dos gases efeito estufa, priorizar as novas e limpas matrizes energéticas, começando hoje cada um a seu modo reavaliar sua forma de consumo e diminuir sua pegada ecológica. A cúpula do clima em Paris aprovou o primeiro acordo de extensão global para conter as emissões dos gases efeito estufa e lidar com os efeitos das mudanças climáticas. O acordo determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C". Será que vão priorizar financiamento e agir rapidamente possibilitando oportunidades de capacitação, mobilização e adaptação a tempo de responder preventivamente às crises climáticas, quase simultaneamente quando elas ocorrerem? É difícil imaginar todas estas coisas realmente acontecendo durante a nossa vida e a vida de nossos filhos e netos. Só com a soma das energias dos indivíduos engajados nessa nova cultura voltada para os preceitos sustentáveis, considerando todos os campos do saber, na construção de comunidades mais precavidas, preparadas, poderemos unidos reverter estes aterrorizantes cenários já recorrentes no noticiário cotidiano. Nos fazemos a nossa parte. Saudações ecossustentáveis




(Dez/2015) - Fala de agradecimento ao receber o prêmio de meio ambiente CREA-RJ 2015


Como é bom e estimulante ser agraciado por este tão importante e respeitado Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro.

Desejo dividir, agradecer a generosidade, carinho, espírito público e confiança da minha família, esposa, meus três filhos, noras, irmãos, amigos, equipe, apoiadores, simpatizantes, cuja soma de energias contribuiu para este momento, fazendo nossos olhos vislumbrarem com fé e certeza de que estamos no caminho certo para celebrarmos nossas lagoas e rios revitalizados.

Destaco a disponibilidade voluntária do Chacon e do Felipe Brasil, que já tivemos a honra de agraciar, e de mais de 100 excelentes especialistas que se alimentam desta generosa e estratégica prática educativa nas suas palestras, ao proporcionar conhecimentos, novas relações, dinâmicas, debates, desdobramentos, estímulos, todos personagens de uma ainda inacabada história, que só não é maior do que minha responsabilidade e gratidão.

Nosso objetivo é proporcionar temas voltados para o cuidado ambiental, compartilhar experiências, possibilitar reflexões com uma estratégica proposta educativa e valorizar ativos da nossa natureza, com a participação de forças diversas compromissada com a causa ambiental, forjando a base para uma urgente revolução pedagógica voltada para os preceitos sustentáveis. Para este sonho acontecer, vamos depender particularmente da visão, das escolhas e do esforço comum de milhares, dedicados a promover práticas voltadas para a sustentabilidade, ação compactuada pelo conjunto de todos os segmentos da sociedade.

Prometemos dar continuidade ao nosso trabalho, com muito mais amor, determinação, mas sempre lembrando que a defesa da causa ambiental e do nosso destino deve caminhar de mãos dadas com todos aqueles que venham somar ao enfrentamento do maior desafio da atualidade, o das mudanças climáticas, que já vivenciamos recorrentemente.

As medidas preventivas e de adaptação aos novos e nada promissores tempos que enfrentaremos, por conta do aquecimento global, são práticas urgentes, na garantia de deixar uma vida mais segura, promissora e feliz para o nosso futuro e o das nossas crianças.

Estamos às ordens, prontos e revigorados para todos os desafios que tenham como objetivo, paz, justiça social, sustentabilidade, felicidade de nossa gente; em especial, juntos celebrarmos, em breve, uma história feliz: a plena recuperação de nossa bacia hidrográfica.

Se é possível por outros a plena revitalização dos seus rios e lagoas, nós também somos capazes e estamos convictos de que não é tarde demais. Não há corrida fácil, e não devemos nos acomodar e sim aprender e praticar os bons exemplos.

Meu compromisso por esta luta é que dá sentido ao meu viver. Por isso, junto com o meu respeitoso “Muito Obrigado!”, deixo nas mãos de Deus e ofereço a todos vocês, que fazem uma enorme diferença, a minha energia e amor pela causa ambiental.
Queira Deus agradar-se e multiplicar o fruto do trabalho de todos aqueles que se dedicam ao cuidado ambiental.

Saudações ecossustentáveis.





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Donato Veloso  Meio Ambiente

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