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Leonardo Santos

METABOLISMO DOS VEGETAIS - Parte 1

Jardineiros mais antigos dizem que ter “boa mão” significa que a pessoa planta e consegue êxito nos seus jardins e hortas. Se formos avaliar mais a fundo, essa dádiva na verdade não está na mão de quem planta, mas sim na sua cabeça. Quem consegue que suas plantas dêem o máximo entende bem o funcionamento dos vegetais e sabe exatamente o que é preciso para que, por exemplo, uma roseira produza flores grandes e vigorosas. O tipo adequado de solo, a justa quantidade de água, a temperatura e o grau de luminosidade mais conveniente são alguns dos itens primordiais para que tenhamos sucesso ao cultivar qualquer planta. A interação de todos os fatores do meio onde a planta está com sua característica genética é o que determina como ela há de crescer.

Sabemos que as plantas não têm nervos. Conseqüentemente, não sentem dor nem experimentam emoções de qualquer espécie. Reagem diretamente à luz, à gravidade, à temperatura, à umidade, como a presença das substâncias químicas e diante dos animais e plantas que existam ao seu redor. Buscam a luz, soerguem-se ao vento, endireitam-se ou se encurvam, quando necessário. Orientam as raízes e os caules, conforme a gravidade, e procuram obter do solo os nutrientes e a água. Ajustam-se seria o termo mais correto. Presas pelas raízes a um determinado local são obrigadas a tolerar chuva, os ventos, o frio do inverno e os calores do verão, à medida que ocorrem.

Muito mais do que os animais, têm de adaptar-se às condições particulares da área em que crescem. A busca por alimento é, sem dúvida, a grande diferença entre plantas e animais. Enquanto um cachorro come sua ração para dela extrair energia, a planta fabrica sua própria energia. As plantas são chamadas de autotróficas porque se nutrem da luz solar, ou seja, são capazes de alimentar a si próprias.

O processo que faz as plantas gerarem sua própria energia é chamado de fotossíntese. Este processo consiste na transformação de energia solar em energia vital pelas plantas, e é considerado a mais importante atividade química existente na Terra. Esta afirmação pode parecer extravagante, porém basta considerar o que significa a fotossíntese. Em termos de energia, nada existe que a ela se compare: faz com que as plantas verdes cresçam, através do mundo inteiro.

Expressa em toneladas, sua produção amesquinha as indústrias mantidas pelo homem. A soma da produção de várias indústrias siderúrgicas do planeta é de, aproximadamente, 350 milhões de toneladas de aço por ano, enquanto as de cimento produzem em torno de 325 milhões de toneladas. As plantas, entretanto, produzem 150 bilhões de toneladas de açúcar anualmente, e o fazem através de um processo que ninguém até agora conseguiu reproduzir num tubo de ensaio.

Este processo necessita que, no local onde a planta está, exista uma série de fatores que auxiliem na geração de energia vital, traduzida em açúcar.

(Na próxima edição daremos mais informações sobre o mágico funcionamento dos vegetais).

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