Nas últimas eleições,
o esportista Djan Madruga candidatou-se ao cargo de deputado federal.
Com a sensação de dever cumprido e de total empenho em sua campanha,
Djan utiliza, este mês, o espaço de sua coluna para comentar sobre
a experiência que a política lhe proporcionou.
TC – Como foi a
sua candidatura para deputado federal? Pretende continuar na carreira
política? Como?
DM – Mesmo não
sendo eleito, gostaria de agradecer às pessoas que acreditaram em mim
e me honraram com 3.902 votos. Essa votação equivale a 0,05% dos votos
válidos, me colocando no 1890 lugar entre 727 candidatos
inscritos, o que é bastante positivo para minha primeira campanha,
que, cabe ressaltar, foi feita com pouquíssimos recursos! Consegui
votos em 53 municípios do Rio de Janeiro (55%), o que mostra bom alcance
da nossa campanha em todo o estado. Infelizmente, não obtive o número
de votos necessários para me eleger como deputado federal e poder lutar,
em Brasília, por um Brasil mais justo. Mas a experiência que adquiri
nesta campanha não tem preço e, por isso, gostaria de recomendar a
todos aqueles que tenham a oportunidade de se candidatar que o façam,
pelo menos uma vez na vida, pois assim estaremos contribuindo para fortalecer
a nossa democracia e fazer este país melhor.
Em relação a dar
prosseguimento a uma carreira política, pretendo atuar como representante
dos setores esportivo (competição e iniciação), da atividade física
formal e informal (formação e lazer) e das associações comunitárias
onde trabalho, principalmente no Recreio, Vargens e Barra, levando pleitos
às autoridades constituídas no âmbito federal, estadual e municipal.
Consegui, nesse período, aprender como funciona o sistema político
brasileiro, portanto poderei navegar nos seus meandros com o propósito
de buscar as respostas adequadas aos segmentos esportivos, educacionais,
associações de moradores e de pequenos empresários, que hoje não
têm a quem recorrer.
TC – Você desenvolve
algum projeto social?
DM – Na academia
Djan Madruga fazemos, durante o ano, diversas campanhas para arrecadação
de remédios, agasalhos e brinquedos. Quando fui presidente da Associação
Brasileira de Academias, criei o projeto ¨Escola na Academia¨, que
previa a abertura das academias nos seus horários ociosos para alunos
da rede pública municipal. É um projeto que tem potencial para atender
dezenas de milhares de crianças, visto que só no Rio de Janeiro existem
1700 academias. Estou conversando com a atual diretora da Acad para
ajudar a ampliá-lo.
TC – Quais são
seus planos para o futuro?
DM – Continuar atuando
profissionalmente no esporte, na atividade física e na área comunitária,
como venho fazendo há 30 anos e, agora, com essa experiência política
adquirida na ultima eleição, pretendo ampliar meus horizontes para
ajudar nosso setor, tanto no executivo quanto no legislativo. Vou trabalhar
muito próximo à Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos (CBDA),
visto que fui nomeado diretor executivo do centro de treinamento a ser
construído em Rio das Ostras. Pretendo buscar aprovação da Lei de
Incentivo Fiscal ao Esporte. Volto a cuidar dos meus negócios na área
do fitness corporativo, onde comando atividades para os funcionários
da C&A e Michelin e também nas unidades da academia e escola de
natação Djan Madruga, no Recreio e na Barra. Gostaria de ampliar o
projeto de natação máster no América Futebol Clube e, por fim, tentar
ajudar a viabilizar projetos sociais junto aos governos federal, estadual
e municipal, por intermédio de pessoas que conheci nessa empreitada
política.
LEGENDA FOTO:
Djan entrega ao presidente
da Câmara, Aldo Rebelo, abaixo-assinado de apoio à lei de incentivo
ao esporte.