Djan Madruga
NATAÇÃO EM ATENAS
Muito se escreveu sobre a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas, se foi um sucesso ou um fracasso conquistarmos quatro medalhas de ouro, visto que, no cômputo geral, caímos de 12 para 10 medalhas, desde a última Olimpíada em Sidney. Na minha opinião, foi um sucesso, pois nos colocamos entre as 20 melhores potências do planeta (18o lugar) e nossa realidade social e econômica não permitiria nem de perto tal feito. Também se questionou o fato de a natação não ter trazido medalha, coisa que aconteceu somente há 16 anos, mas a verdade é que a participação dos nossos nadadores foi espetacular no quesito equipe, pois, pela primeira vez, podemos dizer que temos vários atletas entre os melhores do mundo, diferentemente de outras olimpíadas, como nas três de que participei (76/ 80/ 84), onde apenas um ou dois nadadores eram destaque. Desta vez, fizemos cinco finais olímpicas, oito semifinais e estabelecemos 12 recordes brasileiros e sul-americanos. Isto mostrou uma enorme evolução, principalmente entre as mulheres, responsáveis por três finais e três semifinais, um feito antes inimaginável. Destaques para Joana Maranhão, 5a nos 400 medley; Thiago Pereira, 5o nos 200 medley; Gabriel Mangabeira, 6o nos 100 golfinho; revezamento 4x200 feminino em 7o e Flávia Delaroli, 8a nos 50 livre. Todos com perspectiva de estarem em Pequim (2008) brigando pelas cobiçadas medalhas, principalmente se considerarmos que a natação finalmente terá seu primeiro Centro de Treinamento em Rio das Ostras, um projeto de que estou participando da elaboração e previsto para ser inaugurado em janeiro de 2007. Quem sabe se com isso não só conquistaremos mais medalhas, como a primeira de ouro da nossa natação?